Um duro e gratificante início

O dia dos namorados de 2014 no Brasil foi o mais tenso de todos que já vivenciei, não era apenas mais um 12 de junho, era a estréia do Brasil na Copa do Mundo sediada em casa. Uma grande responsabilidade que ficou ainda maior quando Marcelo por um descuido acabou por empurrar uma bola que passaria pela extensão da pequena área sem nos afligir algo para o fundo do gol de Júlio César. Tudo se desenhava para um jogo mais difícil que qualquer um imaginou.

Todos viram que o Brasil não estava a jogar mal porém a Croácia mostrara que não estava aqui para fazer turismo e poderia colocar água no chopp da torcida brasileira. Esta era a hora do Brasil mostrar a maturidade do time, calma e tranquilidade com uma pitada de genialidade. Neymar fez o gol do empate, o Brasil respirou aliviado com o chute do camisa 10, camisa que foi envergada muito bem pelo menino jogador do Barcelona, chamou a responsabilidade para si e liderou o time no ataque. Outro rapaz que jogou muito bem foi o papai fresco Oscar, parece que todos os indícios que a vaga dele estaria ameaçada no time de Felipão foram boas para ele e seu futebol, para mim o melhor em campo depois de Neymar. Oscar lutou caído, de pé marcando e armando caindo pela direita na maior parte do jogo como ordenou seu comandante. O time voltou do segundo tempo muito mais seguro e viu que apesar de não ser a característica croata eles iriam ficar encolhidos aguardando um contra-ataque que poderia ser mortal, ainda mais com um Júlio César que não estava passando confiança debaixo das traves. Os brasileiros atacaram bem, dominaram o jogo, tomavam alguns sustos quando pela esquerda o atacante Olic deitava e rolava por trás de Daniel Alves, que não fez um bom jogo.

A virada verde amarela veio num gol de penalti cavado pelo nosso centro avante que fez só isso no jogo inteiro, Fred não conseguia dominar uma bola, não pela marcação eficiente dos adversários mas mais pela sua falta de técnica e intimidade com a bola, a brazuca batia e corria do perna de pau que tem o 9 nas costas, sorte dele que o juiz japonês com dor na consciência em relação a última copa nos deu um penalti que outros juízes não dariam. E lá foi o nosso 10 com mais de 200 milhões na torcida para bater o penalti mais importante de sua vida e converteu, não foi uma batida excepcional mas penalti bem batido é o que entra, e apesar do Pletikosa ter tocado na bola ela entro e o jogo virou. Ufa, foi o meu sentimento quando a bola entrou, e com certeza foi o do Marcelo também!

O time jogou bem mais tranquilo e leve a partir daí apesar de alguns jogadores meio perdidos em campo como Paulinho que não foi efetivo nas chegadas a frente e sem grande participação defensiva também, acabou por ser substituído por Hernanes. Hulk também não conseguiu ser efetivo apesar das trocas de lado que fez, saiu e deu chance pro garoto com alegria nas pernas, Bernard, entrar e correr um pouco. No fim também saiu Neymar, O CARA DA PARTIDA, para dar espaço a Ramires que viria a ganhar a bola do adversário que terminaria com o gol de Oscar aos 46 para fechar o placar. Merecido gol de Oscar para calar os críticos e tirar um peso das costas.

Podemos dizer que Pletikosa não esteve em seus melhores dias e que os três gols não foram apenas méritos daqueles que os marcaram mas o que importa é que ganhamos, o que importa é que o jogo em São Paulo não teve vaia da torcida, muito pelo contrário todos os mais de 60 mil torcedores apoiaram o time desde o maravilhoso Hino Nacional entoado mesmo sem acompanhamento até o gol contra de Marcelo que não revoltou os torcedores.

Foi bom tomar um gol e virar o jogo, foi ótimo. Toda a super confiança que exalava nas coletivas foi trazida ao chão mostrando que não será fácil chegar ao hexa mas que com garra, luta e união de todo o time e dos torcedores será muito possível.

Rumo ao hexa e que venham os mexicanos.